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Entrevista concedida a Vanessa Rangel, do Jornal Ilha Notícias. Publicado em 29/08/08
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Ilha Notícias: Por que o nome DRAMA?
Eddie: Porque é um nome que contextualiza nossa música. Nossos temas, letras...se fossemos um filme, seriamos um drama!

Vocês têm o próprio estilo e seguem algumas tendências que influenciam diretamente na vida de vocês. Gostaria de saber como é o modo de se vestir nos shows e no cotidiano. Como é a reação das pessoas na rua? Como a família de vocês entende isso? Sofrem algum preconceito por serem "diferentes'' e foram do padrão que as pessoas estão acostumadas?
No palco nós estamos de certa forma atuando. Então nada difere a gente de atores de teatro. Mas interpretando nossas próprias vidas, pois a música que a gente toca é reflexo direto dos nossos sentimentos. Na rua, no nosso dia a dia, a gente é um pouco mortal e um pouco artista, porque mesmo que a gente tente se enquadrar no padrão, a gente acaba se entregando com alguma excentricidade. Não somos mais adolescentes pra encarnar estereótipos, mas nunca passamos despercebidos na rua. Nossas famílias sempre nos apoiaram. Particularmente eu e meu irmão, Vinni Torres, fomos criados para desenvolver nossa própria personalidade e nossa forma de expressão é reflexo da nossa criação. Meu pai só não gosta muito quando eu carrego muito na maquiagem nos shows. :)

A banda têm muitos fãs? Fã clube ou algo parecido?
Atualmente nós temos mais visibilidade fora do Rio, principalmente em São Paulo, onde a gente tem tocado com mais freqüência. Nós usamos nossa comunidade do Orkut como termômetro e no momento temos aproximadamente 800 fãs (membros) nela.

Em 2006 vocês adotaram o nome DRAMA, mas quando começaram com a banda?
Desde 2001 nós começamos a compor nessa linha de som, misturando rock com música eletrônica. As formações variaram muito nesses 7 anos, mas mantendo sempre a mesma proposta. Em 2006 mudamos de nome, mas somente esse ano fechamos essa formação. O último a entrar foi o Danny Dread.

De onde veio o interesse pela música e a mistura dos estilos? Os integrantes são muito diferentes?
Acho que a gente já nasce com a música no sangue. No meu caso e do Vinni, tivemos alguns músicos na família, mas apesar de não termos conhecido acredito que exista algo de hereditário nas aptidões. Danny além de guitarrista também é DJ e morou em vários lugares do mundo, como Europa e Israel (sua terra natal), tem descendência de ciganos e já viu e ouviu muita coisa diferente, as contribuições dele na banda estão dando um colorido bem diferente nas músicas. Luca é o mais novo de nós, e talvez, o mais disciplinado. Além de ser o futuro advogado da banda, estuda e dá aulas de bateria. Fazemos uma combinação bem estranha, mas que está dando muito certo!

Todos moram na Ilha, que bairros?
Sim, moramos. Eu e Vinni na Portuguesa, Luca no Jardim Guanabara e Danny na Freguesia.

Nome, sobrenome e idade de cada integrante.
Eddie Torres, 27 anos
Vinni Torres, 26 anos
Luca Schirru, 19 anos
Danny Dread, ....bem, ele prefere não revelar. 

Onde geralmente tocam no Rio?
No Rio nós tocamos em qualquer lugar. Ultimamente tocamos na Lapa, Botafogo, Cascadura...nós temos entrada em várias situações e tribos.

Já receberam algum convite interessante?
Sim. Em 2006 nós participamos da coletânea internacional “Harmonia Mundi”, que foi distribuída em toda Europa e Estados Unidos e fomos selecionados pessoalmente pelo dono da gravadora alemã ‘Danse Macabre Records’, que é ninguém menos que um dos fundadores do estilo ‘gótico/industrial’, Bruno Kramm da banda Das Ich.

Tem algum fato inusitado que ocorreu nos shows? Alguma loucura de fãs?
Nos shows não tem nada muito inusitado. Geralmente inusitado é o público. Dependendo do festival, eles começam xingando a gente, mas no final acabam curtindo. Mas tiveram 2 fatos que ficaram registrados na nossa memória: Tocamos numa casa em São Paulo, que de tão lotada, as paredes estavam molhadas de suor e parte do reboco do teto caiu sobre umas pessoas na primeira fila, mas felizmente ninguém saiu ferido. E no nosso segundo show em São Paulo, em 2006, sofremos nosso primeiro acidente na estrada. Rodamos com o carro na pista molhada de chuva e quase interrompemos nossa carreira antes de começar. Sorte que nosso baixista/motorista/mecânico Vinni possui uma destreza inigualável no volante e o máximo que aconteceu foi amassar o pára-choque traseiro e ficar num prejuízo de 300 reais. De loucura, tivemos também uma fã gringa que tatuou no corpo o logo do nosso ex-guitarrista.


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